Especialistas defendem a interação ativa dos pais para evitar uso problemático das tecnologias
Daniel Mello Agência Brasil
Os pais precisam se aproximar dos filhos para evitar o uso problemático de computadores, jogos eletrônicos e celulares, defendem as especialistas que participaram na terça-feira, dia 7 de agosto, do Workshop Impactos da Exposição de Crianças e Adolescentes na Internet. O evento foi promovido pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) e pelo Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br).
“A gente não escuta os nossos filhos, não dá importância para as necessidades deles”, enfatizou a gerente da assessoria jurídica do Nic.br, Kelli Angelini. Ela citou dados levantados pela entidade que mostram que grande parte dos adolescentes de 11 a 17 anos estão expostos a conteúdos impróprios na rede. “Será que os pais estão atentos a isso? Será que os pais sabem que 27% das meninas que responderam a pesquisa já tiveram acesso a conteúdos que estão relacionados a formas de ficar mais magro?”, exemplificou.
Usos problemáticos
O mau uso das tecnologias ou o abuso de celulares e jogos eletrônicos pode levar ao desenvolvimento de diversos problemas, de acordo com a pediatra e professora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Evelyn Eisenstein. “Nós já estamos vendo o primeiro sintoma: transtornos de sono. Crianças que dormem menos. Crianças para dormir bem, em uma fase de crescimento, têm que dormir entre oito e nove horas. Nós temos crianças dormindo 6 horas”, destacou.
No caso dos adolescentes, a psicóloga Evelise Galvão de Carvalho disse que muitas vezes os jogos eletrônicos são uma forma de fugir das frustrações cotidianas. Garotos com dificuldade de se socializar, por exemplo, conseguem ter vidas mais atrativas no mundo virtual, de acordo com a especialista. “Quando ele chega em casa, depois da escola, ele entra no jogo e muda tudo. E dentro do jogo ele passa a ser um avatar. Dentro do jogo ele não tem idade, não envelhece, tem uma namorada há mais de um ano. Ele passa tempo com essa pessoa, fazem coisas juntos dentro do jogo”, enumerou sobre as realizações possíveis dentro do ambiente virtual.
“Embora não seja verdadeiro o que ele está vivendo, as sensações e as reações são verdadeiras, são gratificantes”, acrescenta Evelise. Jovens nesse tipo de situação estão, segundo a psicóloga, mais predispostos a estabelecer uma relação problemática com os jogos. Isso acontece quando o jovem passa a dedicar mais energia à virtualidade do que ao mundo real, deixando até obrigações de lado para jogar.
A especialista ressalta que é preciso refletir por que a vida cotidiana é tão frustrante e desanimadora para parte dos adolescentes. “Que tipo de mundo nós estamos oferecendo para as nossas crianças e adolescentes que eles estão preferindo viver em um mundo que não é real do que viver aqui com a gente?”, questiona Evelise.
Proibição
No entanto, a psicóloga se diz contrária a proibir o uso das tecnologias pelos jovens como forma de tentar contornar os problemas. “O movimento de luta contra as tecnologias é uma guerra sem fim, que a gente nunca vai ganhar. Nós vivemos em um mundo tecnológico, não tem mais volta. A tendência é ao contrário, cada vez mais a gente vai estar inserido e vivendo com essa tecnologia”, enfatizou.
“Proibir eu não estou ensinando nada”, acrescentou ao comentar a interdição do uso de celular em algumas escolas. “A gente vem em contramão de outros países que inserem os celulares nas escolas”, ressaltou.
“Não acho que seja proibir, castigar, mas ensinar sobre o uso. Dialogar. Colocar regras, limites, saber explicar para o seu filho e sua filha o uso correto”, concordou a professora Evelyn Eisenstein.
Os chatbots e as funções de busca otimizada são empolgantes para as organizações de atendimento ao cliente, mas as empresas precisam estabelecer algumas bases antes que os benefícios da IA realmente criem raízes
Matheus Assis Baeta
A inteligência artificial (IA) não é mais um conceito vago do futuro. A adoção da IA deu o salto da teoria inocente na qual os filmes de ficção científica, como Tron e 2001 - Uma Odisseia no Espaço, eram baseados em um componente prático de prestação de serviços eficiente e amigável a clientes.
Mas, enquanto os chatbots e as funções de busca otimizadas são estimulantes para as organizações de atendimento ao cliente em todo mundo, as empresas precisam estabelecer algumas bases antes que os benefícios da IA realmente criem raízes. Desde a compreensão de como funciona sua organização de serviços hoje, até a avaliação de como o sucesso será medido amanhã, acho que as equipes de liderança de atendimento ao cliente têm seu trabalho facilitado enquanto mergulham nesse mundo liderado por máquinas!
Do meu ponto de vista, essas cinco áreas devem ser consideradas para que qualquer empresa possa implementar com sucesso um sistema de IA.
1. Aumente a ênfase na documentação A ideia por trás da IA é que o computador aprende e fica melhor em oferecer soluções com mais frequência. Agora, a máquina não está reunindo essa informação por conta própria. Para que a máquina aprenda padrões e determine a resposta adequada a uma consulta, você precisará fornecer detalhes sobre experiências anteriores que seus agentes tiveram. Você faz isso compartilhando dados de tickets ou gravações de chamadas com a ferramenta IA (bem, mais provavelmente com seus desenvolvedores).
O que isso significa para o seu negócio hoje? Se você não estiver capturando casos e documentando soluções ativamente, precisará iniciar seus esforços de IA investigando sistemas de emissão de tickets, opções de gravação, sistemas de resposta interativa por voz (IVR) e talvez uma plataforma de gerenciamento de relacionamento com clientes (CRM). Comece reunindo os dados necessários para construir a "inteligência" que sua empresa precisa para funcionar com sucesso.
Assim como um computador não sabe quais palavras usar sem examinar seus dados, ele também não sabe a resposta correta para uma consulta ou a solução correta, a menos que você o informe.
2. Concentre-se em modelos e processos As interações do cliente são um dos tipos de dados: seus modelos e processos são outros. Assim como um computador não sabe quais palavras usar sem examinar seus dados, ele também não sabe a resposta correta para uma consulta ou a solução correta, a menos que você o informe.
Dê um passo atrás e veja como seus agentes respondem hoje. Suas respostas são consistentes? As respostas escritas são padronizadas? Todo mundo segue o mesmo procedimento para lidar com questões de clientes? Caso contrário, é hora de se concentrar nos seus fluxos de trabalho internos e criar os modelos e processos para suportá-los.
3. Pense além dos chatbots O objetivo da inteligência artificial deve ser melhorar a experiência do cliente. Esse deve ser o principal fator para usá-lo. Portanto, antes de mergulhar na criação de um chatbot ou investir em sistemas de análise de sentimentos, pare e pense sobre o valor para o cliente.
Eu estava na conferência SMART 2018 Customer Service, em abril passado, e uma das palestras foi feita por dois membros da equipe AWS da Amazon, que transmitiram uma reportagem sobre o potencial de soluções integradas de inteligência artificial. Eles falaram sobre o aprendizado de máquinas emparelhadas com os sistemas IVR e CRM de uma companhia aérea. Quando um cliente ligou, ele não foi solicitado a "pressionar um" para obter ajuda com o voo. Em vez disso, eles disseram: "O seu voo para Chicago foi atrasado. Podemos remarcá-lo em um voo saindo em 25 minutos. Gostaria de mudar sua reserva? "Em questão de segundos, um passageiro frustrado estava a caminho de casa e a crise foi evitada!
Por isso, antes de saltar para a mais recente e melhor opção de IA da atualidade, observe os sistemas que você tem em funcionamento. Imagine como eles podem ser integrados para fornecer uma experiência de ponta ao cliente. Existem pontos nas suas operações em que os agentes estão referenciando frequentemente vários sistemas? Considere como eles podem ser incorporados à sua solução de IA para que você possa fornecer o tipo de serviço mencionado na apresentação da Amazon.
4. Planeje a transferência para agentes vivos Ao pensar em integração de sistemas, considere também a transferência de sua solução de IA para seus agentes humanos. A ideia é melhorar a prestação de serviços, portanto, certifique-se de que os clientes só precisem fornecer suas informações uma vez. Dê conta de uma transferência perfeita para seus agentes ativos quando necessário. Fale sobre as mudanças que podem ocorrer enquanto o seu programa de IA acerta.
5. Invista em sua equipe de atendimento À medida que as máquinas começam a lidar com as consultas de rotina, o papel dos seus agentes de atendimento ao cliente começará a mudar. A porcentagem de casos mais complexos aumentará, exigindo habilidades mais profundas de resolução de problemas. Os agentes podem estar em uma posição melhor para ajudar a equipe de vendas com upselling e encontrar novas oportunidades.
Tenha em mente que essa solução técnica terá implicações pessoais e refletirá sobre os problemas relacionados a isso. Faça perguntas como: • Será necessário treinamento adicional para ajudar a desenvolver as habilidades dos agentes atuais? • Quais esforços de gerenciamento de mudança serão necessários? (Afinal, os agentes podem se preocupar com a segurança de seus trabalhos quando uma solução de IA é apresentada.) • Você precisa reexaminar seus critérios de contratação para que novos agentes cheguem a um nível mais experiente?
Antes de mergulhar, dê uma olhada nas maneiras pelas quais a IA afetará as pessoas em sua organização - e examine os custos relacionados.
Além disso, tenha uma visão de futuro em termos de como essa mudança no conteúdo da consulta afetará a maneira como você avalia o desempenho de sua organização de atendimento ao cliente e dos agentes. É provável que, se sua equipe de atendimento lidar cada vez mais com casos mais complexos e se tornar responsável por fornecer ainda mais valor à organização, talvez seja necessário questionar métricas antigas, como o tempo de tratamento. Antecipe e fale sobre as mudanças que podem ocorrer enquanto o seu programa de IA acerta.
Como qualquer nova mudança, tecnológica ou não, há muita preparação necessária para aproveitá-la ao máximo. Espero que haja mil outras considerações pelas quais as empresas passarão ao longo dos anos, à medida que a IA se tornar mais e mais prevalente nas organizações de serviços. Mas, hoje, se nos concentrarmos na documentação e nos processos, estaremos no caminho certo para usar o que está disponível para nós agora e perceber as possibilidades do amanhã.
Responsáveis por uma ampla gama de projetos sustentáveis, o empreendedorismo vê o surgimento de novos desafios - Imagem: Kristine Pearson, Lifeline Energy
Kyle Zimmer - Presidente e Diretor Executivo, First Boo Kristine Pearson - Fundadora e CEO da Lifeline Energy
Empreendedores sociais em todo o mundo têm sido catalisadores incomparáveis para a mudança social. Eles usam estratégias voltadas para o mercado para lidar com questões sociais críticas de novas maneiras. Através de empresas sem fins lucrativos, com fins lucrativos e empresas híbridas, os empreendedores sociais promoveram uma ampla gama de soluções voltadas para o desenvolvimento sustentável, décadas antes da denominação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
O verdadeiro poder dos empreendedores sociais é o seu talento para identificar falhas de mercado que estão retendo a humanidade e sua habilidade em adaptar e implementar soluções. Isso inclui o fornecimento de água limpa, acesso a energia renovável, inclusão financeira, recursos educacionais de alta qualidade e informações críticas que permitam o florescimento da agricultura produtora de vida.
À medida que o campo amadureceu, também aumentou a complexidade e a profundidade das questões sociais em jogo. Somos confrontados por uma onda crescente de crises - democracias oscilantes, injustiça racial, discriminação de gênero e LGTBQ, catástrofes ambientais, crescimento populacional, instabilidade alimentar, nacionalismo e avanços tecnológicos que exigem novas habilidades e treinamento da força de trabalho. Sem mencionar o aumento alarmante das populações deslocadas por desastres naturais ou conflitos.
Riscos crescentes
Entrando agora na sua quarta década, o campo do empreendedorismo social está numa encruzilhada. As empresas não estão crescendo a um ritmo suficiente para enfrentar os problemas crescentes. Nosso setor tem se destacado no lançamento de iniciativas. Mas negligenciou os sistemas subjacentes para escalar modelos maduros e bem-sucedidos. Corremos o risco de desviar-nos das conquistas sociais inovadoras que alcançamos. Também corremos o risco de perder a expertise de empreendedores sociais experientes, mas muitas vezes desencorajados, no exato momento em que o setor social é mais necessário.
Claramente, há falhas de mercado no setor social. Nossa tarefa é urgente. Como empreendedores sociais, precisamos fazer o que fazemos melhor: examinar nosso campo e identificar os desafios que nos atrapalham, depois desenvolver e implementar soluções para impulsionar nosso trabalho coletivo.
Enquanto universidades, grupos de reflexão e outros grupos estudam e apóiam empreendimentos sociais, o elo perdido tem sido um engajamento sincero e autêntico por parte de nós no campo. Uma coisa é estudar empreendedores sociais; outra coisa é se preocupar em cumprir a folha de pagamento, garantir que sua organização esteja continuamente inovando seus modelos e alinhando a expertise da equipe para aumentar o impacto, enquanto coloca sua saúde, família, relacionamentos e até vidas em risco em sua mudança sistêmica.
O que nos impede?
Aqui estão seis dos muitos obstáculos que impedem o progresso no setor social.
1. A estrutura do setor não promove a inovação
O empreendedorismo social, como qualquer outro setor, precisa incentivar a experimentação e o risco. O valor disso e seu impacto na inovação é visível em quase todos os campos, da saúde à educação, aos setores agrícola e industrial.
No entanto, como o financiamento favorece quase exclusivamente resultados positivos e métricas conservadoras de impacto, a experimentação no setor social não é incentivada. Embora as métricas de entrega sejam uma meta, os maiores ganhos em qualquer campo geralmente são fornecidos por estratégias que são experimentais. Os resultados dessas estratégias especulativas são, por definição, especulativos. A dependência do setor social em financiamentos baseados em métricas reduz sua capacidade de experimentar, desenvolver aprendizados e re-inovar.
No mundo corporativo, a experimentação é chamada de falha rápida (fail fast) e falha com frequência (fail often). No setor social, é simplesmente chamado de fracasso.
2. O setor não tem acesso consistente ao capital
Embora o capital seja limitado para empreendimentos sociais em estágio inicial, ele é bastante reduzido para empresas sociais comprovadas que trabalham em escala. Há avanços no investimento de impacto e o campo está tentando ganhar força. Mas também há dúvidas significativas sobre a viabilidade de um mercado de capitais que pressupõe que os investidores ficarão satisfeitos com retornos financeiros abaixo do mercado. Além disso, persistem dúvidas sobre se uma empresa que deve gerar retornos significativos pode ser livre para buscar e priorizar a mudança social.
Além disso, as barreiras culturais podem limitar significativamente o acesso ao capital para mulheres, minorias e empreendedores sociais indígenas em todo o mundo.
3. Agendas complexas
No setor privado, se você criar um produto melhor, os capitalistas de risco chegam até você com dinheiro e expectativas de retorno desse capital.
No setor social, os investidores chegam a um empreendedor social e dizem: "amamos o que você construiu, mas aqui estão nossas prioridades que devem ser incluídas na execução de seus negócios". Empreendedores sociais são, então, incumbidos de dobrar seus modelos para atender às necessidades da comunidade financiadora, em detrimento das necessidades de quem é sua missão servir. Esse desalinhamento distrai os esforços de expansão das empresas sociais e não permite que o empreendedor direcione o crescimento da maneira mais eficiente e eficaz para atender às necessidades sociais.
4. Relatórios não transparentes
Como o setor social está carente de financiamento, muitas vezes há um esforço para relatar as melhores descobertas possíveis, a fim de maximizar a probabilidade da próxima rodada de financiamento. Não é que alguém deturpe os seus resultados (ok, alguns o fazem), mas a ligação entre descobertas positivas e financiamento de sobrevivência no futuro é perigosa. Mais uma vez, essa dinâmica prejudica a experimentação e a inovação.
Da mesma forma, os financiadores geralmente recompensam os resultados positivos. Eles são menos propensos a financiar empreendedores sociais que relatam contratempos, muito menos falhas - mesmo quando esses experimentos podem levar a melhores estratégias para o campo.
5. A mídia adora novas organizações sem fins lucrativos
A mídia é fascinada por grandes empresas, mas não por grandes empresas sociais. As histórias da mídia tendem a se concentrar em pequenas ou novas empresas que apresentam uma narrativa de compaixão humana, uma nova tecnologia ou um novo uso de uma tecnologia. O setor social é um cemitério de elefantes para essas histórias de curto prazo.
A capacidade de voz e narrativa do campo deve ser expandida para refletir todo o espectro das instituições sociais, se quisermos impulsionar uma mudança de larga escala sem precedentes. Como setor, também precisamos promover exemplos de organizações de mudança sistêmica para que o campo possa aprender de si mesmo.
6. Líderes do setor social lutam contra o esgotamento
Há uma preocupação crescente de que os empreendedores sociais, que lidam com o estresse crônico de manter e desenvolver suas organizações, estejam sofrendo de depressão e exaustão. Quase 50% dos empreendedores sociais que participaram da Reunião Anual do Fórum Econômico Mundial de 2018 relataram dificuldades com o esgotamento e a depressão - um número que é alarmante, especialmente considerando que esses são os empreendedores sociais de maior sucesso e escala, e não surpreendentes. Essa pode ser uma experiência diferente da de um empresário típico, que pode não ter o mesmo investimento emocional naqueles que existe para servir.
Doadores, conselhos e investidores precisam reconhecer melhor as realidades do esgotamento a longo prazo e fornecer recursos para apoiar os líderes do setor social. As fundações e os investidores precisam entender como suas práticas contribuem para o esgotamento e a exaustão a longo prazo dos próprios líderes que eles buscam apoiar. Sentimo-nos encorajados pelo fato de que um grupo de patrocinadores associados à Filantropia do Big Bang começou a fazer exatamente isso em sua mais recente convocação, e encorajamos veementemente filantropos e oficiais de programas a iniciarem conversas honestas e de mão dupla com seus donatários e investid tema.
Além do burnout, os egos de líderes do setor social apaixonados podem, às vezes, impedir o julgamento de seus negócios. Por exemplo, uma opção para escalonamento pode ser a fusão de duas empresas sociais, mas os conceitos de fusões e aquisições como uma estratégia de negócios raramente são discutidos.
O setor social também sofre das mesmas questões de desigualdade que foram relatadas em outros setores. Enquanto empresas sociais lideradas por mulheres, pessoas de cor, indígenas ou jovens podem estar contribuindo significativamente para a mudança social, questões como assédio sexual e assalto, racismo, sexismo, discriminação etária e questões relacionadas podem impactar negativamente as oportunidades de financiamento e crescimento de suas organizações, contribuindo ainda mais para o burnout.
Sabemos que esses seis obstáculos são apenas o começo. Há certamente uma lista mais longa e mais complexa de questões que precisam ser reconhecidas e abordadas.
Em uma série de posts, entrevistas confidenciais, pesquisas e outras formas de envolvimento, nos uniremos a empreendedores sociais de todo o mundo.Coletivamente, identificaremos e enfrentaremos os desafios que impedem o progresso no setor social e também criamos mudanças para aqueles que servimos. O diálogo e a avaliação perspicazes e sem envernizamento são fundamentais para abordar o que está errado no campo, aprender como os empreendedores sociais fracassam no setor e fornecer o que é necessário para apoiar o dimensionamento significativo, a inovação contínua e o impacto em todo o mundo.
"Não há saída fácil, o esforço de diagnóstico não é trivial e a sugestão de alternativas deve levar em conta todas as dimensões da crise." Contribuir para o esclarecimento sobre a complexidade do momento vivido pelo País é, provavelmente, uma das contribuições mais importantes do livro "Alternativas para uma crise de múltiplas dimensões" que os economistas Mônica Viegas Andrade e Eduardo da Motta e Albuquerque lançam no próximo dia 5 de setembro, na Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Minas Gerais (Face/UFMG).
Segundo os professores, a publicação possibilita a explicitação das múltiplas dimensões da crise e da necessidade de articulação entre elas. Vinte três textos de especialistas em economia e demografia reforçam a necessidade de incorporação dos vários aspectos para uma discussão séria, que fuja das frases feitas e de ideias preconcebidas. "Análises que encaram a realidade complexa e problemática que todos defrontamos", assinalam.
A iniciativa foi originada em eventos realizados nos últimos anos. Diante da profundidade e da amplitude da crise no Brasil, o Cedeplar, vinculado à Face/UFMG, provocou a realização, em 2016, de um conjunto de seminários sobre a crise. Os eventos por sua vez, estimularam a organização no segundo semestre de 2017 de uma nova rodada de debates, dessa vez focada na discussão e elaboração de alternativas para a crise.
Integração
Cada professor dos Departamentos de Demografia e de Economia foi convidado a apresentar um seminário sobre uma dimensão da crise, preferencialmente uma reflexão a partir da área de ensino e pesquisa em que atua academicamente. A ideia era provocar cada professor a interpretar a crise nos seminários de 2016, sugerindo alternativas nos seminários de 2017.
Este livro é resultado das reflexões desses dois conjuntos de seminários, com a apresentação de 23 capítulos que buscam combinar elementos de diagnóstico de dimensões da crise com a elaboração de alternativas. Após os seminários, cada apresentação foi transformada em um capítulo sintético, sumário, que indicasse as raízes do problema discutido e linhas para a sua superação. Textos não acadêmicos apoiados em trabalhos acadêmicos.
O conjunto das discussões nos dois seminários envolveu temas que combinam problemas mais conjunturais (curto prazo) e questões mais estruturais (longo prazo), um importante lembrete que tanto diagnóstico como elaboração de alternativas não pode se limitar aos problemas mais visíveis e imediatos. O esforço para combinar diagnóstico e elaboração de alternativas, articulando curto e longo prazo, é a contribuição deste livro para debates no país. Uma contribuição para tentar qualificar discussões, embasar sugestões e enriquecer a reflexão tão necessária para a superação da crise atual.
Agenda:
Alternativas para uma crise de múltiplas dimensões
LANÇAMENTO: 5 de setembro de 2018, 14h30m Local: Bloco de Auditórios, FACE-UFMG
Cartões de débito lideram crescimento dos meios de pagamento em 2017
A participação dos cartões de débito nas transações eletrônicas aumentou em 2017. Paralelamente, ocorreu redução na quantidade de transações através de canais tradicionais e aumento de transações através de dispositivos móveis e correspondentes bancários.
Os dados fazem parte de um levantamento do Banco Central sobre o desempenho dos meios de pagamento. Os indicadores mostram a consolidação da tendência de continuidade do processo de expansão de meios alternativos de pagamento e de transferência de recursos.
Segundo o órgão, os pagamentos com o cartão concentraram 55,4% das transações eletrônicas no ano passado, contra 53,9% em 2016. Em nota, a autoridade monetária informou que a popularização dos cartões de débito é coerente com as expectativas do próprio Banco Central e do sistema financeiro, que tem procurado incentivar os pagamentos eletrônicos.
“Aumentou a participação das operações com cartões de débito, o que está em consonância com o direcionamento dado pelo BC de que o cartão de débito seja cada vez mais utilizado como instrumento de pagamento”, informou o órgão.
Os cartões de débito lideraram o crescimento entre todas as modalidades de meios eletrônicos. Segundo o BC, o número de cartões de débito ativos no Brasil aumentou de 101,283 milhões no fim de 2016 para 107,599 milhões no fim do ano passado, alta de 6,24%. O total de cartões de crédito passou de 81,97 milhões para 83,52 milhões, crescimento de 1,89%.
Em relação ao número de transações, o total de pagamentos no débito saltou de 6,8 bilhões para 7,9 bilhões em 12 meses, alta de 16,2%. O total de operações na função crédito subiu de 5,9 bilhões para 6,4 bilhões, variação de 8,5%.
Dispositivos móveis
Na classificação por canais de acesso, o levantamento do Banco Central revelou que, pela primeira vez na história, as transações de dispositivos móveis – smartphones, tablets e personal digital assistant (computadores de mão usados por atendentes) – lideraram as transações financeiras dos bancos em 2017. Até o ano anterior, o acesso remoto pelos sites das instituições financeiras (computador, home banking e office banking) concentravam as transações.
No ano passado, 24,52 milhões de transações financeiras foram realizadas por meio de dispositivos móveis, contra 20,6 milhões de transações por acesso remoto e 11,24 milhões de operações em caixas eletrônicos. Os canais tradicionais de atendimento (agências e postos de atendimentos) ficaram bem atrás, com 8,5 milhões de transações.
“De fato, ocorreu redução na quantidade de transações através de canais tradicionais e aumento de transações através de dispositivos móveis e correspondentes bancários”, comentou o BC no comunicado.
Nova loja da operadora de telefonia TIM fortalece a adoção de conceitos do varejo do futuro
Carlos Teixeira Radar do Futuro
Inaugurada na quinta-feira, 2 de agosto, em Belo Horizonte, a nova loja da operadora de telefonia TIM incorpora conceitos do varejo do futuro. Entre as novidades, além da eliminação completa de papeis para assumir integralmente o conceito da digitalização, o consumidor terá a possibilidade de fazer degustações de serviços, um conceito inovador no cenário de mudanças disruptivas dos ambientes de negócios.
"Já estamos habituados à ideia da degustação de produtos físicos, como os próprios aparelhos de telefone. Mas ir à loja e experimentar serviços é uma novidade", assegura Eduardo James, diretor nacional de lojas próprias da TIM Brasil. Os clientes poderão experimentar os aplicativos TIM music by Deezer, TIM Banca Virtual e o Meu TIM, disponíveis em espaço exclusivo para que os consumidores entendam como agilizar suas demandas utilizando a solução do Meu TIM.
A ideia é de que o usuário da operadora ou cliente potencial possam avaliar no local o funcionamento de um aplicativo como o da Banca Virtual representa uma tendência a ser adotada pelo varejo. Pelo serviço vinculado, a empresa oferece ao consumidor o acesso ao conteúdo de alguns dos principais veículos de comunicação do País para que ele compreenda como funciona, quais os recursos disponíveis, tendo um ambiente de apoio para a interação e o aprendizado.
Tendências incorporadas
Localizada no BH Shopping, a unidade é a 12ª da operadora neste formato no país. Ao todo, serão cerca de 60 até o fim do ano em todo o Brasil. O novo padrão traz mudanças importantes no atendimento, na estrutura, no merchandising e no design, alinhados com o novo posicionamento da marca.
Com mais atrativos para os clientes, o espaço oferece experiências e interatividade com os produtos e serviços da operadora e possui módulos específicos para fabricantes de aparelhos, lançamentos e degustação.
"Planejamos reformar e inaugurar mais lojas neste modelo em Minas. A digitalização é uma das metas da TIM para os próximos anos e as mudanças do formato físico e do atendimento dos nossos pontos de venda são essenciais para que possamos oferecer essa experiência de consumo diferenciada para nossos clientes",complementa Eduardo James, diretor nacional de lojas próprias da TIM Brasil.
O aspecto mais destacado na loja é a ausência de papeis. Não há folhetos e os atendentes estão todos municiados de tablets para interagir com os visitantes. A eliminação de papéis inclui notas fiscais físicas, cópias de documentos e formulários, com o objetivo de melhorar o processo de atendimento, que tende a ser reduzido em até 50% do tempo.
Grandes paineis fazem a divulgação dos produtos e serviços oferecidos pela operadora. Com o uso das telas "touch screen", o conceito de autosserviço ganha estímulo, em um ambiente que se propõe a ser mais limpo. Com mais atrativos para os clientes, o espaço oferece experiências e interatividade com os produtos e serviços da operadora, além de lançamentos e degustação. E promove a integração entre canais. Um cliente, em casa, pode planejar a ida à loja, e marcar um horário com um consultor.
A loja inclui bancos com estações de carregadores de celulares e wi-fi liberado para clientes e não clientes. Segundo Eduardo James, a loja cumpre um papel de educação do cliente, na medida que mostra a ele as possibilidades de um plano e coloca em sua mão aparelhos para teste. “Na loja digital, o cliente passa a ter acesso a informações que no site ele não encontra porque fica perdido no meio de tanta informação”, afirma.
Estudo mostra que o aumento de produtividade não garante redução da fome no mundo
Carlos Teixeira
Radar do Futuro
Enquanto no Brasil a Câmara dos Deputados, influenciada pelos interesses da bancada dos ruralistas, tenta eliminar restrições ao uso de produtos químicos na produção de alimentos, sob o argumento da necessidade de aumento da produtividade, um estudo da Organização das Nações Unidas revela a agricultura intensiva não necessariamente acabará com a fome no mundo. A avaliação, que na verdade contradiz políticas estabelecidas globalmente, propõe que os países devem dobrar a produtividade e a renda dos produtores de alimentos em pequena escala até 2030 para eliminar a fome e garantir que todas as pessoas tenham acesso à comida.
A premissa subjacente é que a agricultura intensiva cria segurança alimentar, por um lado, e também melhora a subsistência dos pequenos agricultores. Mas nós realmente precisamos questionar isso", avaliaAdrian Martin, professor da Universidade de East Anglia, na Grã-Bretanha, em matéria de Thin Lei Win, publicada no site Thomson Reuters Foundation News.
Fome crescente
Uma em cada nove pessoas já não tem comida suficiente, enquanto a população mundial caminha para chegar a 9,8 bilhões em 2050. E a fome no mundo aumenta constantemente desde 2014. Martin e uma equipe de pesquisadores internacionais analisaram 53 estudos sobre agricultura intensiva em países de baixa e média renda e encontraram poucos benefícios para os agricultores pobres e para o meio ambiente.
A agricultura intensiva aumenta a produtividade através de fertilizantes químicos e pesticidas, entre outras atividades. A pesquisa do grupo, publicada na Nature Sustainability, encontrou "evidências escassas" de sucesso e disse que tais métodos "raramente" levam a resultados positivos.
"Fiquei surpreso com os poucos exemplos que descobrimos que foram realmente positivos", disse Martin à Thomson Reuters Foundation. Os agricultores pobres, em vez disso, enfrentam um "duplo golpe": são menos propensos a adotar novas culturas e mais propensos a sofrer danos ambientais, disse ele.
Adaptação forçada
Em Bangladesh, os investidores e os grandes proprietários de terras lucram com a produção de camarão de água salgada, mas os agricultores mais pobres sofrem com a salinização do solo que prejudica sua produção de arroz, disse ele. Os pequenos agricultores ruandeses tiveram que mudar para cultivos regulados pelo governo, mas não puderam realizar compras extras de produtos como fertilizantes, disse o jornal.
A agricultura intensiva pode aumentar a produção a curto prazo, mas reduzi-la a longo prazo, porque a intensificação frequentemente enfraquece as condições subjacentes vitais para o crescimento, disse Martin. "Ela também substitui o conhecimento local complexo por uma abordagem "tamanho único", disse em comunicado à Fundação Thomson Reuters a Alliance for Food Sovereignty, na África.
"A experiência na África mostra que esse caminho leva à pobreza, a problemas de saúde, a um ambiente degradado, a empreendimentos comerciais de alto risco, à perda de biodiversidade e à resiliência enfraquecida", acrescentou.
Neutralização da visão complexa
A pesquisa mais recente "identifica a importância de se ter uma visão mais ampla", disse Phil Stevenson, professor do Instituto de Recursos Naturais da Universidade de Greenwich, na Grã-Bretanha, que não participou da pesquisa.
"(Mostrou) que não se trata apenas de produzir mais comida ... especialmente se você não considera as consequências disso", disse ele por telefone. Tanto Martin quanto Stevenson sugerem, em vez disso, "uma intensificação ecológica da agricultura" que possui menos insumos químicos e depende mais de processos naturais, como a polinização.
"As abordagens que usamos até agora, que dependem em grande parte, por exemplo, de fungicidas e pesticidas, chegamos a um ponto em que elas não estão mais fornecendo", disse Stevenson. "Precisamos mudar a maneira como produzimos alimentos".
Quase 48% das pessoas disseram em pesquisa que jamais comprariam um veículo autônomo
Zeninjor Enwemeka
Wbur
Empresas de tecnologia e montadoras estão gastando bilhões para conseguir carros autônomos nas estradas. Mas acontece que as pessoas realmente não as querem, de acordo com um novo estudo do MIT .
A interação com a tecnologia cresce em todas as áreas[/caption]
Redação Radar do Futuro
A evolução dos meios de comunicação, principalmente com o desenvolvimento da internet e das redes sociais, permitiu que os canais de atendimento das empresas se diversificassem, aumentando assim o relacionamento delas com seus clientes. Por outro lado, essa mudança fez com que os consumidores passassem a ser mais exigentes quanto a rapidez nos atendimentos e mais ágeis na resolução dos seus problemas.
Para resolver estas questões, o Chatbot é a solução mais buscada pelas empresas. Uma pesquisa global realizada pela Mindbowser em parceria com o Chatbots Journal apontou que 67% dos entrevistados acreditam que o uso dos chatbots irá superar o de aplicativos móveis nos próximos cinco anos. Aos que aderem a esta ferramenta é possível obter diversas vantagens e suportes variados. Os chatbots podem, ainda, se adaptar aos mais diversos segmentos, desde e-commerces a sites de consultoria e serviços.
Esta pesquisa ainda mostrou que, até 2019, 20% das marcas abandonarão seus aplicativos móveis – devido ao excesso de apps e o alto custo com manutenção e suporte – e, até 2020, as pessoas conversarão mais com os chatbots do que com seus próprios cônjuges.
De acordo com Bruno Stuchi, CEO da Aktie Now, empresa de tecnologia e consultoria em atendimento ao cliente, “a automatização do atendimento proporciona redução de custos, atendimento rápido, aumento da capacidade de operação e retenção de demandas”.
“Além disso, um chatbot de atendimento, permite extrair insights que podem favorecer a operação ou estratégia da empresa e ampliar a escala de negócios”, completa o executivo.
A tecnologia está frequentemente mudando e, com isso, é necessário que as companhias busquem se adequar da melhor forma possível.
Uma das perguntas que pairam a cabeça do consumidor – e até mesmo de alguns empresários – é se o chatbot substituirá o atendimento humano. Esta não é a ideia da ferramenta. “O intuito é apoiar a operação de uma empresa atendendo os assuntos mais repetitivos, mantendo a equipe de atendimento focada em questões mais complexas.
Caso a dúvida do cliente não seja solucionada no atendimento inicial com o chatbot, ela será automaticamente transferida para atendimento humano”, explica Bruno.
Economia de tempo e custos
A plataforma de chat online, além de ser uma ferramenta estratégica de comunicação com os clientes, proporciona uma economia de custos e um menor tempo entre a interação de mensagens.
Em comparação com atendimentos telefônicos (Televendas/SAC), o chat se mostra mais econômico financeiramente, uma vez que os custos com ligações superam os de manutenção de uma plataforma de comunicação online.
Já se tratando do atendimento realizado por e-mail, o chat também se destaca devido a rapidez de forma imediata e ao vivo com a qual ocorre, com a possibilidade de ser realizado a qualquer hora de qualquer dia, o que, consequentemente soluciona o problema do cliente com agilidade. Por outro lado, um e-mail pode levar dias para ser lido e respondido.
“Os chatbots garantem mais eficiência ao processo reduzindo o tempo no atendimento, além de garantir a segurança das informações concedidas. É fundamental que haja fluidez nas interações e esta plataforma permite que o cliente possa iniciar e concluir uma ação dentro da mesma aplicação, sem necessidade de realizar uma chamada ou uma consulta ao site da empresa para apoio adicional”, aponta Stuchi.
Para iniciar a instalação do chatbot em uma empresa, o cliente pode configurar ele mesmo ou caso prefira que os especialistas em atendimento o façam, podem pagar o valor de set up que gira em torno de R$ 10.000,00. O setup inclui além da configuração, um treinamento remoto para garantir que o cliente consiga realizar futuras alterações.
Sobre a Aktie Now
A Aktie Now é uma empresa de tecnologia que implementa soluções de atendimento alinhadas às melhores práticas de mercado com foco na transformação digital e experiência do cliente. No total, já apoiou a melhoria na qualidade de atendimento de mais de 150 empresas de todos os tamanhos e segmentos. Saiba mais em: www.aktienow.com.
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