sábado, 6 de novembro de 2010

Com 4G, operadoras de telefonia serão empresas de comunicação

A partir de 2013, as operadoras de telefonia celular vão oferecer aos usuários brasileiros aparelhos com frequência 4G. A nova frequência, autorizada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aumentará a velocidade da navegação móvel de banda larga em cerca de 10 vezes, em relação à rede 3G, possibilitará a aceleração de transferências de dados, afetando de forma positiva serviços como mensagens instantâneas, TV móvel e vídeo-chamada.
A inovação consolida a tendência de transformação das operadoras de empresas de telecomunicações para empresas de comunicações. Além de investir em infraestrutura para abrigar o novo modelo de negócio, as empresas de telefonia terão de investir em soluções convergentes. Especialistas apostam em benefícios para os consumidores, com novas e melhores propotas.

Se boa parte do benefício aos usuários virá da redução de preços, será ainda mais relevante o valor da inovação que os provedores consigam introduzir na sua oferta de serviços, conquistando o tão sonhado “fator de diferenciação” que permitirá o sucesso de seus respectivos modelos de negócio.

Sem dúvida, outra questão relevante será a disponibilidade de acesso à telefonia e internet móvel para uma significativa parte da população que, principalmente por problemas de cobertura, estava impossibilitada de usufruir desses serviços. A pergunta que surge agora é como os consumidores, as empresas e as instituições reagirão diante deste novo padrão, no qual contarão com todas as ferramentas que lhes permitirão criar, empreender e desenvolver como nunca antes.

De acordo com o cronograma aprovado pela Anatel, o início da análise de licitação do edital, que possibilitará às operadoras de telefonia celular o acesso à faixa de frequência de 2,5 gigahertz (GHz) para oferecer a tecnologia 4G, deve começar no final de novembro. Em 2011 aguarda-se a realização da consulta pública para sugestões e por fim que sua publicação seja em setembro do mesmo ano.

No final de 2012, a previsão é que os tramites para autorização das empresas vencedoras esteja finalizado. É justamente aqui onde se abrem oportunidades de desenvolvimento, tanto para os próprios operadores como para novos atores, os quais por meio de soluções ou conteúdos poderão tirar vantagens desse novo mercado potencial.

Para concluir, os desafios que se apresentam atualmente na indústria são interessantes. Há que se esperar algum tempo para ver quem são os que estão administrando sua inovação de maneira coerente e conquistarão um vínculo estreito com os consumidores e suas necessidades futuras.

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